Domingo, 26 de Junho de 2011

O ACORDO COM A ‘TROIKA’ – Outro Ponto de Vista

troika

Muito se falou e comentou sobre as negociações do acordo a que chegámos com a chamada ‘Troika’ e pode até parecer um pouco disparatado vir agora comentar o assunto, já que aparentemente nada há a fazer.

Pois não é essa a minha opinião, bastando, para isso, olhar para a situação na Grécia, compará-la com a da Irlanda e a de Espanha, país que estaria na calha para uma intervenção do mesmo tipo.

E de fato, isso nunca foi assumido por nenhum dos partidos e políticos do eixo que aceitou este acordo, trata-se de uma intervenção intrusiva mesmo e não um acordo pois tal nunca foi alvo de negociações, nem ponto por ponto, nem pelo menos no geral.

Foi imposto e acabou!

Os partidos que não concordavam em vez de se recusarem sequer a dialogar com a ‘Troika’ deveriam, isso sim, ter apresentado contra propostas, tentado, então eles, negociar esse acordo, esse era o seu dever para com o país ou no mínimo para com os seus eleitores.

Não admira portanto a redução do número de votantes no Bloco de Esquerda, caracteristicamente descrentes de um Partido Socialista que o deixou de ser, e, definitivamente não adeptos de ideias ainda totalitaristas e pouco interessados nas teimosias de ferro que o Partido Comunista Português teima em não deixar cair, levando a pensar que esperam uma oposição ao sistema, responsável mas nele inserido.

Quanto a mim, foi aí que falharam e pelos vistos, já o li e ouvi, há mais quem assim pense.

Apesar de termos deixado chegar a situação do estado ao que chegou, isto porque tivemos várias oportunidades de a inverter e sempre as deixámos passar por causa do malfadado ‘Politicamente Correto’ que este sistema de Ditadura ‘Partidocrática’ incutiu nas cabeças dos portugueses, mesmo estando com a ‘corda na pescoço’ poderíamos muito bem ter negociado realmente este acordo, em péssimas condições, mas não tínhamos que ter aceitado a sua imposição intervencionista intrusiva.

Recordo que as conversações com a República Popular da China eram uma boa aposta, apesar do que se possa pensar, precisava era de supervisão de outrem que não só do governo, mas foi a União Europeia, em particular a chanceler alemã Angela Merkel que interferiu e travou um dos que poderia ter sido um bom, diria excelente negócio.

A União Europeia obrigou-nos a recorrer à dita cuja através da FEEF e do FMI, para introduzir no esquema o Banco Central Europeu, e, sabe-se lá onde terão ido e vão eles buscar o dinheiro para nos emprestar, talvez à República Popular da China, ficando-nos muito mais caro, porque além de tudo limita-nos os outros negócios que poderíamos ter, e, espero que ainda tenhamos, sem UE pelo meio, com aquela potência.

O governo de José Sócrates limitou-se a aceitar o que lhe foi apresentado e nada negociou, quando, que eu saiba, um acordo é para isso mesmo, seja particular, nosso individual ou em nome de uma empresa para a qual trabalhemos esse é o nosso dever, defender os nossos interesses, tentando proporcionar um bom acordo que só o será, se for um bom negócio para ambas as partes.

Numa negociação seja ela do que for há que apresentar contra propostas, alternativas, o interesse é receber esse dinheiro emprestado e poder pagá-lo, sem que depois ‘fechemos a porta’, assim há que haver investimento, adequado às circunstâncias, obviamente, mas o outro lado tem que sentir confiança em nós e não que estamos satisfeitos com o que nos estão a dar de mão beijada e prontus…

Entende-se perfeitamente que sendo um acordo que seria para o Povo Português pagar e que nada mais valia a pena fazer por falta de sabedoria, de conhecimentos, de experiência, de vivências, de tudo… e que vinham as eleições e até as poderia perder e que o ónus, a responsabilidade nunca é para quem lá está… seja que partido for, ainda tem de vir o partido e os políticos que venham servir a nação, o Povo!

Por esse motivo acima digo, ainda muito há a fazer, a Grécia já renegociou a dívida, e, nós mais tarde ou mais cedo teremos que fazer o mesmo.

O interesse de quem empresta é receber, portanto tudo fará e proporcionará para que isso aconteça, desde que façamos nós também o que nos compete, é mostrarmos sempre o interesse em saldar a dívida, só teremos a ganhar, as renegociações poderão surgir mais cedo e pelo menos estaremos em melhor posição, é que para já tudo isto não invalidou os próximos fundos da União Europeia que estão para chegar dentro das condições regulares e normais da nossa inserção.

Nada disto retira a luta que temos pela mudança de mentalidades, temos de voltar a deter meios de produção, valer o mais possível por nós próprios, exigir a Democracia Direta e séria o mais urgente possível, porque só assim será possível alcançar os objetivos de termos uma sociedade mais justa!

Os artigos neste belogue são escritos ao abrigo do novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa moderna, quando me apetece
Atão?: troikado!
o melhor mesmo é ouvir: Troika.Prokofiev
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