Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

O ‘Tsunami’, Surfar na Espiritualidade

Já tinha lido e nem sei do livro, na altura deu-me paz de espírito.

Não que eu pense mudar de religião, embora não a pratique como me mandam, tou bem com a minha fé e o mais provável é mêmo por tar aberto a outras espiritualidades, principalmente ao budismo.

Buda

Mas nunca trocaria uma religião ou aderiria a uma, por moda, porque fulano ou beltrana tamém são.

Gostava de conhecer a Cabala, mas já não vou a tempo, tenho pena, mas ou se faz ou não vale a pena fazer os outros perderem tempo, só pra dizer que conheço, sendo que na verdade só sei alguns conceitos superficiais. A Cabala estuda-se durante uma vida e quase em exclusivo, e se se for tarde, não se consegue fazer mais nada.

Mas isto a propósito de que ontem, vi o livro e como os preços dos livros, como já vos contei por aí algures, tão bem acessíveis (€ 4,90), comprei e resolvi ler outra vez.

Mal não faz, antes pelo contrário, num momento de encruzilhada em todos os sentidos como o que atravessamos, se calhar muitos deveriam fazer o mesmo, acredito mêmo, que prá maioria seria mesmo a primeira vez… o que não tem mal nenhum.

Podem ler, não morde e passa-se um bom bocado, aprendendo coisas simples e simpáticas…

A falta de espiritualidade, de fé, de acreditar em algo que nos transcende, que me perdoem os ateus, pela provocação, mas deixam-me atónito, mas não deixo de respeitar as opções de ninguém em circunstância alguma, nunca, limito-me a argumentar e perguntar.

Então, perante a complexidade do ser humano, dum planeta como o nosso, com tudo o que já encontrámos nesta laranja azul achatada, o que vamos descobrindo todos os dias e que leva a pensar que muito ainda falta conhecer, perante um sistema solar como o que já conhecemos, e, que na verdade, pouco conhecemos e até já nos permitimos a decidir o que é um planeta e afinal que já não é, sob as coordenadas da ciência que temos e será a definitiva?

Com a perspectiva de gotas de água em Marte, partículas de vida, ou, para nós vida é só a que decidimos que é aquilo que somos e vislumbramos?

Perante um Universo, que sabemos que tá por aí, mas do qual não fazemos a mínima ideia, alguns eleitos sim, sabem um pouco mais que nos vão transmitindo, mas será que nós os entendemos de forma tão clara como foi a água do nosso planeta?

Então perante tudo isto, foi obra do acaso? Saiu no Euromilhões? Um planeta para vivermos, sem pagar renda e que podemos vandalizar à vontade, porque o mais provável é aparecer outro, talvez num passe de mágica de Merlin, trazido, já agora, por D. Sebastião que finalmente arranjou faróis de nevoeiro?

Não creio que ninguém, por muito arredado destas coisas da espiritualidade, não tenha alguma vez invocado o nome de Deus, mêmo em vão, o que até nem se deve fazer, por uma questão de hábito, de tanto ouvir os outros a expressar-se no quotidiano, ou, numa aflição, não tenha virado os olhos pró céu e na hora da morte, neste caso é impossível dizê-lo, porque se invocaram Algo, nalguns, na maioria (?) dos casos nunca o saberemos, nem temos que o saber, porque isso é do foro privado e íntimo de cada um.

O budismo, pra mim, e, em relação a este caso de ter fé, de acreditar em algo, tenha o nome que tiver, tenha que forma tiver, tem uma posição muito clara e que levaria a evitar muitos dos problemas que enfrentamos no mundo.

O Dalai Lama, mais uma vez e quando de vista a Portugal, repetiu que deveríamos ter uma religião, não que fosse o budismo, fosse qual ela fosse, mas que a tivéssemos, que acreditássemos, que tivéssemos fé.

Porquê esta insistência?

Será que se a espiritualidade, não iria proporcionar a sensibilidade de encarar certas e determinadas situações, de lidar com elas, de outras maneiras, a bem, sem gritaria, sem violência, tranquilamente?

Será que estaríamos a ser tratados tão mal, com tanto desprezo, porque se assustou certa classe com a divulgação de ‘segredos’ de acontecimentos e relatórios que afinal de contas quase toda a gente calculava que até existiriam de alguma forma? Será que é pelos segredos, aqui sem aspas, leia-se limites, que não foram expostos?

Continuo sem compreender esse fenómeno, que creio ser uma ‘chave’ importante do que se tem passado nos últimos anos e do que se irá passar nos próximos, e, de que nem os nossos governantes e doutros países têm conhecimento, tando a ser teleguiados conforme as conveniências de interesses bem instalados, os tais sem rosto ou cara, como queiram chamar.

O poder económico, já há alguns anos, mas nunca tanto como hoje em dia, sem rosto, sem raça, sobrepõe-se ao poder político e religioso, reparem no enfraquecimento das mais importantes religiões da Terra, tarefa levada a cabo nos últimos tempos, através do descrédito, uns pela utilização da violência e terrorismo, outros com a ‘chuva’ de escândalos de caráter sexual, mais a mais pedófilo, não que sejam falsidades, mas que o crescimento da informação tenha sido extremamente acentuado, levando ao afastamento de muitíssimos crentes, e, não tou com isto a justificar ou desculpabilizar o que for ou quem for, limito-me a assinalar um fato.

Evitando entrar no campo das teorias da conspiração, porque tudo isto, pode não ter sido pensado, nem planeado, na minha opinião pode ser através do pensamento, da espiritualidade que possamos combater o futuro que desta forma não parece nada famoso…

A vida não tem que ser bela, por ser obrigatório, a vida tem altos e baixos, até nos piores momentos, já muitos o demonstraram, simplesmente… a Vida É Bela!

Os artigos neste belogue são escritos ao abrigo do novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa moderna, quando me apetece

Atão?: com vida!
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